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Documento raro: a incrível história por trás de uma carteira de motorista de 1926

Por Graziela Potenza em 04/02/2025 às 09:41
Documento raro: a incrível história por trás de uma carteira de motorista de 1926

Recebemos do nosso seguidor José Natan um verdadeiro tesouro histórico: uma carteira de motorista datada de 1926, completando incríveis 99 anos. Esse documento é uma peça única, que carrega consigo memórias de uma época em que o transporte rodoviário dava seus primeiros passos no Brasil. Mais do que um pedaço de papel envelhecido, ele narra a trajetória de um homem que viveu intensamente os primórdios do transporte automotivo no país.

A carteira de motorista pertenceu a um parente da mãe de José Natan, um homem que começou sua vida profissional dirigindo para um padre. Mais tarde, ele trabalhou para a prefeitura e, em seguida, expandiu sua atuação para outros serviços gerais como motorista. Seu percurso pelas estradas brasileiras foi marcado por veículos icônicos, como os caminhões dos modelos 1930, 1934 e 1935, além do famoso e clássico Ford 1929.

Detalhes do documento

O documento em si é uma preciosidade. Emitido pelo Estado de Minas Gerais em 22 de novembro de 1926, ele contém informações fascinantes sobre seu portador. Na época, o motorista José Rodrigues Pedrosa, tinha 21 anos, era solteiro, tinha cabelos castanhos, cor branca e media 1,68m de altura (curiosamente, a altura é registrada com a especificação "calçado", algo incomum nos dias de hoje). A carteira ainda menciona a habilitação para a função de "chauffeur", termo da época para motorista.

Além disso, o papel emite um charme nostálgico, com a presença de um selo de taxas públicas, assinatura do fiscal de veículos, e grafias que hoje parecem quase poéticas. Expressões formais e um visual manuscrito dão uma atmosfera de autenticidade que nos remete a um tempo em que cada detalhe era cuidadosamente documentado.

O relato de José Natan é complementado por detalhes sobre os veículos que marcaram a carreira de seu parente. Caminhões robustos e clássicos, que hoje são peças de museu, eram ferramentas de trabalho indispensáveis para atender as necessidades da época. Modelos como o Ford 1929 são lembrados como ícones, e imaginar seu uso nas estradas da década de 1920 é um convite à imaginação.

Memória e patrimônio

Esse documento é mais do que um simples registro. Ele é um símbolo de como a profissão de motorista evoluiu ao longo do tempo e como ela foi essencial para o desenvolvimento de cidades e comunidades. Cada detalhe desse pedaço de papel nos transporta para quase um século atrás, onde as estradas eram outras e os desafios também.

Para os apaixonados por veículos e história, o relato de José Natan e a carteira de motorista de 1926 são um verdadeiro presente. Eles nos fazem refletir sobre as origens do transporte rodoviário no Brasil e a importância dos pioneiros que abriram caminho para o progresso.

Se você também tem uma história para contar ou algum registro histórico para compartilhar, entre em contato com a revista Caminhoneiro. Adoramos conhecer memórias que valorizam e preservam o passado da estrada.

 

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Comentários

  • Quanto orgulho do meu querido pai, José Rodrigues Pedrosa, ser humano honesto, justo e trabalhador! Um dos primeiros motoristas de Guanhães. Quantas histórias eu ouvia dele sobre a difícil profissão à época, onde se gastava até uma semana no percurso de BH a Guanhães. E outros casos, bem pitorescos, como dar uma volta na cidade no Ford com as crianças, este fato várias vezes confirmado pelo Sr. José, da Casa São Miguel. Gratidão por essa memória!
    Lúcia de Aguiar Pedrosa
    23/02/2025

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